eu não sou indie

#tessaliaservepratudo

Fevereiro 4, 2010 · 3 Comentários

Hoje quero escrever sobre a Tessália. Sim intelectual babaca que acha o Woody Allen o ser vivo mais surpreendente deste planeta, eu vou falar sobre a Tessália. Tá, prometo que no próximo post coloco uma citação de Nietzsche para você ficar feliz. Enfim, vamos a Tess, a polêmica boquinha do BBB (“mais forte”). Não assisto o programa, não porque não queira, mas porque ele é uma praga. Eu sei que é ruim, por isso não assisto. Eu sei que se eu assistir um, vou querer assistir todos, odiarei alguns participantes, torcerei por outros e discutirei em mesas de bar sobre os episódios da casa. Ou seja, eu não quero me prestar a isso. Eu sei que sou vulnerável a programas de péssima qualidade. Mas confesso, eu não resisto à programação da TV Aparecida e nem aqueles evangélicos, principalmente ao da Igreja Mundial que o pastor usa chapéu de cowboy. Sério, eu fico pensando: o que leva uma pessoa fazer isso?!

Mas enfim…não estamos aqui para falar sobre minhas preferências televisivas de caráter duvidoso, estamos aqui para falar da Tessália que serve pra tudo (adoro essa hashtag do twitter).

Você é uma twitteira que recebe por tweet. Sim, essa é sua fantástica profissão. Aí, como todas as TVs querem estar mais próximas dos usuários de internet, te contratam para participar de um reality show. Porque você é famosa – no twitter. Te acham fofinha, meiguinha. Bem, você arranja um Michel e diz que foi amor a primeira vista, como uma garotinha de 12 anos (#likeavirgintouchedfortheveryfirsttime). Num belo dia, você faz sexo oral com ele. O vídeo vai pro youtube. As pessoas gastam 8 minutos de suas vidas assistindo um edredon em movimento. Eis que chega o ápice do vídeo: “mais forte”. Talvez, a confirmação de que foi oral. Afinal, seria muito estranho o Michel falar isso se fosse, digamos, a trepada convencional. “Mais forte Tessália pra ele entrar”?!!?!!

Ah sim…você também tem um filho, que assiste com a vó o BBB 24horas. Imagino essa vó tendo que explicar. No mínimo, coitada.

E o tal do Michel tem namorada.

Eu estou louca ou isso é muito doente? Como alguém quer construir uma imagem assim?
Aposto que vai ter gente me chamando de moralista. Mas na boa, eu não torço para Tessálias.

ps: eu não falei sobre o Michel porque o texto é sobre a Tessália. Não leu lá em cima?
Aposto que vai ter gente me chamando de machista.

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I´m back

Fevereiro 4, 2010 · 1 Comentário

Ok, no dia 01/02 tive 21 visualizações aqui. E fica a dúvida: por que o povo está entrando aqui? Agora fiquei preocupada, tem gente entrando aqui. Meu Deus…tem gente entrando aqui, tem gente entrando aqui…Momento Tarso. Pasmem: 21 visualizações é quase 50 pontos de audiência da Globo. Para esse blog é isso. É uma super ultra mega master audiência. Nem minha mãe lê isso aqui.
Divulguei meu blog no “Quem somos” do site da produtora. Talvez seja por isso. E a preocupação vem em dobro. Pessoas que têm a intenção de me contratar estão lendo as cartinhas escritas pro meu namorado. Isso aqui virou um guti guti.
Deixo de escrever por algumas razões: falta de tempo, falta de ânimo, falta de inspiração e falta de coragem. Sim, por puro medo. Tenho o maior cagaço de textos. Fico ensaiando e, no fim, desisto do broguinho aqui. Contraditório para alguém que se diz redatora, certo? Errado. Quem escreve tem disso. É um alívio terminar frases, parágrafos e dar aquele belo ponto-final na última parte da redação. É angustiante. E por isso é tão gostoso. Porque é um desafio.

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“Quero a sorte de um amor tranquilo”

Novembro 16, 2009 · Deixe um Comentário

Sempre quis um amor tranquilo. Desesperei meus sentidos para chegar até a paz. Hoje o vivo e me estranho. Estranho nós dois. Esse silêncio dentro dos olhares barulhentos, cheios de sonhos e imaginações sobre o futuro. Confesso. Não estou acostumada a confiar nessas férias eternas. Nessa praia sem ondas e na minha música favorita. Vai ver é a ideologia do sofrimento. A culpa por ser feliz. Esse Deus monstro que nos apresentaram. Já acreditei Nele e em sua fúria inventada pelos homens. Na sua condenação sem justificativa e na sua raiva pelos pecadores. Ó quanta mentira! Meu olhar captura seus mais intensos sentimentos. O choro é a conseqüência de uma reação ocorrida lá dentro dos meus medos e ansiedades. Fique tranqüilo. As lágrimas são automáticas. Elas não me obedecem e eu acho transcendental quando elas escorrem sem eu querer. Encarar tudo isso é mexer com meu futuro. Se você é nostálgico, eu sou premonitória. A gente se completa. O passado, às vezes, dá as caras em forma de trauma. Minha falha é não saber colocá-lo em seu devido lugar. Mas vou melhorar, viver com você faz parte da minha evolução. Nossa calma me assusta. O amor tranqüilo é realmente novo para mim. Eu nunca acreditei muito nele. Quando me diziam: “um dia você encontra”, eu pensava: seria muita sorte conseguir.

E, talvez, eu seja mesmo alguém muito sortudo.

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porque toda cartinha de amor é brega, e essa não seria diferente ;)

Outubro 29, 2009 · 1 Comentário

A gente se achou no medo do passado. No cansaço das falhas, na ausência do amor verdadeiro.

Você não me via, porque nem eu me enxergava.

Os olhares se cruzaram na hora certa.

Meus olhos são cheios de movimento por sua culpa. Eles não se cansam de te ver.

Desculpa se tive medo, ou se ainda tenho medo. Desculpa quando fico calada, cheia de neuroses, pensando em besteiras e atrapalhando o momento. Desculpa todos os meus traumas e, às vezes, minha falta de energia. São as oscilações do passado. Essa praga. Mas foi através dele que eu cheguei até você.

Precisávamos amadurecer sozinhos.

Agora é hora de aprendermos juntos ;)

Obrigada por ser tão compreensivo e calmo. Por sua paciência. Por ser único. Obrigada por não me forçar a nada. Por se importar com coisas profundas e não superficiais.

Sua sensibilidade descobre até o que eu tento fingir. É impossível mentir. Você já me conhece antes de mim. Sabe até quando vou chorar, antes mesmo da lágrima cair.
Com você eu não me iludo. Com você eu me tranquilizo e minha obsessão não existe.

Sua educação, seu ambiente, sua personalidade. Admiro tudo.

O que começa com respeito já deu certo =)

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Texto aos neuróticos, como eu

Outubro 29, 2009 · Deixe um Comentário

Faz tempo que eu não posto nada aqui. A minha cabeça está cheia e até teria bastante assunto. Interessante? Não sei. Fazer barulho, apenas? Pode ser. Minha casa está em reforma e é justamento sobre barulho e falta de privacidade que eu quero falar. Nossa vida é como uma casa em reforma. Quanto mais você cutuca, mais problema encontra. Quanto mais gente palpitando, mais barulho entra pelos seus ouvidos. E quanto mais gente martelando, menos privacidade no seu próprio ambiente.

O controle, a vigia e a proibição deixam o ser humano num estado de alerta intenso. Consequentemente, sente fraqueza por não ser maior do que os olhos atentos a cada ação. O ser humano não nasceu assim. Ele nasceu livre. A bizarra história de Adão e Eva tenta deturpar isso. Hey! Tem alguém te olhando! Ah! Pegou o fruto da árvore do pecado! PUNIÇÃO! Aí eu te pergunto: o que uma porra de uma maçã vai interferir na minha vida?
Por que fazer X ao invés de Y pode gerar uma consequência ruim? A verdade é que milhares de ideologias não fazem o menor sentido. Porém, o ser humano aceita. E se for verdade e eu realmente arder no fogo do inferno?

Lembro de diversas coisas que aprendi na igreja e tinha muito medo de perguntar. Hoje tenho 25 anos e muitas coisas ainda não consegui me livrar. E pensar que a gente vira um neurótico medroso por conta de idiotices. Quanto tempo perdido! Crianças com medo, adultos inseguros, velhinhos que assistem Datena.

Um episódio ridículo, que faço questão de compartilhar:
Tinha uns 10 anos de idade e fui numa reunião “administrativa” da igreja. Como todo espetáculo, sempre há aquela atração auge. O clímax da paspalhice. Dois jovens, com seus 15/16 anos foram chamados até o púlpito. Sua obrigação era pedir desculpas por terem tido relação sexual fora do casamento.

Lembro de ter ficado tão chocada com aquilo, mas não conseguia ter um pensamento crítico o suficiente a ponto de mandar todo aquele contexto religioso para o inferno (literalmente). Não. Eu tinha 10 anos e tinha medo do Diabo e seu cheiro de enxofre.
Hoje, lembrando de tudo isso, acho tão, mas tão cruel o que fizeram com aquele casal que tenho vontade de voltar no tempo e sair berrando no meio daquela reunião.

A religião é disciplinadora. Ela repreende os instintos. Afinal, o ser humano é delinquente. Um desgraçado. Um filho da puta. Se não for regrado, vai sair matando e estuprando o primeiro que aparecer na frente.

Hey, estou sendo irônica.

Você não é um filho da puta. E Deus não te fez para viver preso. Você não é mesmo de 5 anos atrás. Sabe por quê? Porque você evoluiu. Os sistemas de controle inibem seu progresso.

Ninguém vive feliz sob controle, vigia e punição.
Ele quer que você viva feliz. Entende? É incrível como as religiões fazem exatamente o contrário. Para elas, Deus é tão perverso, que nossa, se bobear, o Cara é pior que o Diabo.

Deus te mandou aqui para ser feliz.

Mas eu bem sei. Ah, como eu sei! Difícil tirar a ideologia da cabeça. Gruda como chiclete.
Se não conseguir sozinho, recomendo terapia ;)

Tente ser feliz nesse mundo. Quando a gente busca a felicidade, destrói tudo que é inútil e atrapalha nosso caminho. Dessa forma, a evolução acontece. O sujeito tira as correntes. O sistema vai à falência e a dignidade vem à tona.

E eu disse que falaria sobre barulho e falta de privacidade. As ideologias são barulhentas e sua privacidade é nula.

E, como eu disse, recomendo terapia. Não, não. Não é fácil.
Digo por mim. Você acaba de ler o texto de uma neurótica ;)

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Mais um texto sem título

Setembro 18, 2009 · Deixe um Comentário

Muito tempo gasto e energia doada. Um dia tudo foi, para voltar de outra forma. Agradeço aos que me ajudaram a errar. Sem eles a vida não teria sentido. Não passaria anos refletindo sobre a minha existência. Jamais chegaria a conclusão de que no final da história todo mundo morre. E que a superioridade entre eu e você não existe. É completamente abstrato. Fetiche. Fantasioso. Coisa de ser humano inseguro. Somos todos cheios de medinho. Não sou sado, nem masoquista. Nem superior, nem inferior. Nem céu, nem inferno.
É tanta falta de sabedoria que se eu fosse Deus desistia.
Aos arrogantes minha cara a tapa. Aos incrédulos minha fé. Aos recalcados minha pena. Aos traumatizados meus ouvidos. Aos egocêntricos meu ego. Aos jogadores meu dinheiro.
Sou tudo isso também. Meu julgamento para mim mesma.
Busquei nos outros gostos. Coisas superficiais. Encontrei o óbvio – vazio.
Hoje eu procuro valores iguais aos meus. Não me importa se você gosta de preto e eu de branco. Se aperta a pasta de dente pelo começo ou final. Se é sonâmbulo. Hiperativo. Assiste trilogias, usa gírias idosas e fala com as mãos. Importa-me a sua transparência. Suas reais intenções. Seu cuidado. Se existe mesmo um sentimento tão profundo, ele dissolve a arrogância. Promove a troca. É intenso a ponto dos olhos alcançarem o mais profundo da alma. Procuro o especial.
Hoje eu quero aprender com os que me ajudam a evoluir.

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Setembro 9, 2009 · Deixe um Comentário

Tive um sonho estranho. Deixe-me aqui no meu canto. Não quero falar nada bonito, fino, marcante. Porque hoje eu deixei de lado minha vontade de ser revolucionária. Pregar o Che ou o Gandhi. Matar ou morrer. Hoje eu quero encontrar a minha própria paz. Hoje eu estou egoísta. Foda-se o anarquismo, o socialismo e que morram no capitalismo. Essa vontade louca pela mudança evapora. As pálpebras se fecham, a energia acaba, o espírito sai pra passear no mundo dos mortos mais vivos da terra. Atiro pro alto e a bala cai no meio da minha testa. Estoura minha memória, minhas emoções e aquilo que eu chamava de personalidade.

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“Was it just a game to you?”

Setembro 9, 2009 · Deixe um Comentário

Odeio joguinhos. É infantil e desonesto. Às vezes fico pensando se eu entendi errado, ou se a pessoa realmente tem o prazer de brincar com o outro.
Ando numa fase meio sem paciência. Gostaria de me afastar de algumas pessoas. O problema é que por alguma razão eu gosto delas. Deve ser um prazer masoquista. Só pode. Ou porque essas pessoas me dão uma puta curiosidade. Um desafio? E eu gosto de desafios. Só que o joguinho depois de um bom tempo vai perdendo a graça.
E essas mesmas pessoas ainda te chamam de “fofa” e dizem “te adoro”, “lembrei de você”…
Se quer ser meu amigo, aja como tal. É meu chefe, meu colega, meu professor, aja como tal. Meu ficante, amante, namorado também. Aja como tal.
Senão, prefiro que não seja. O pior é ter uma linguagem corporal X, palavras X e agir Y. Quem é o incoerente?

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Já dizia meu amigo gay: Se joga mona!

Setembro 1, 2009 · 1 Comentário

Estou com medo do meu próprio texto. Preciso escrever um monte de coisas interessantes. Pelo menos para mim elas são interessantes. Fujo. Invento desculpa. Fumo um cigarro invisível e converso com meu cachorro. Tomo banhos demorados, tinjo a raiz loira por amora, canto músicas nunca gravadas, almoço quatro vezes ao dia. É a minha auto-sabotagem. O pior de tudo é saber o quanto eu quero escrever. Até consigo enxergar meu sorriso de alívio pelo texto construído. A expectativa me trava. Sabe quando você está no avião para pular de pára-quedas? Bem, nunca pulei de pára-quedas mas imagino a sensação. É de dobrar o estômago.
Fiz um amigo fantástico e ele me convidou para um projeto que é um sonho. Se der certo, volto e conto pra vocês. Se não der, conto do mesmo jeito porque vou precisar do ombro amigo do meu blog.

Ok, já consigo ouvir “eye of the tiger”. Estou preparada. Hora de pular do avião. Bem, seja o que Deus quiser.

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Sem a graça

Agosto 8, 2009 · 3 Comentários

Às vezes perco a capacidade de criar. Não a inspiração. A inspiração está aí, solta, pulando na minha cara, iluminando meus olhos e colorindo a minha alma. Mas eu enxergo tudo com nebulosidade. Meus sentidos estão debaixo de uma neblina. Não sei como reativar o criar. Antes era tão fácil, simplesmente brotava, escorria lá de dentro, lambuzava, inundava. Era natural. Hoje tudo está truncado e seco.

Sem aroma, sem gosto, sem a graça trazida pela inspiração.

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